Run and Gun: como funciona, como o Swish & Dunk simula e quais jogadores precisa

O Run and Gun é basquete em velocidade máxima: correr depois de cada rebote, arremessar nos primeiros segundos da posse e transformar o jogo numa corrida. No Swish & Dunk é o sistema mais rápido, o que mais joga em contra-ataque com folga e também o mais arriscado com a bola na mão. Veja de onde ele vem, como o motor o reproduz e quais habilidades suas cartas precisam para o caos jogar a seu favor.

O Run and Gun em resumo

O que é o run and gun?

O run and gun é um ataque que vive de transição. O time sai correndo depois de cada rebote defensivo, empurra a bola depois de cada roubo e muitas vezes até depois de sofrer cesta, e arremessa na primeira boa chance: quase sempre uma bandeja no contra-ataque ou uma bola de três antes de a defesa se encaixar. A ideia é jogar o máximo de posses possível.

O Los Angeles Lakers do "Showtime", nos anos 80, com Magic Johnson comandando o contra-ataque, é o time de transição mais celebrado da história. Paul Westhead levou a ideia ao extremo na Loyola Marymount, que em 1989-90 teve média de 122,4 pontos por jogo, até hoje recorde da Divisão I da NCAA. O Denver Nuggets dele em 1990-91 mostrou o outro lado da moeda: sofria 130,8 pontos por jogo, recorde negativo da NBA. O run and gun amplifica tudo, o talento e os erros.

Como funciona em quadra

Como o Swish & Dunk simula o Run and Gun

O motor do Swish & Dunk simula cada posse como uma sequência de decisões, e a tática mexe nas probabilidades a cada passo. Estes são os parâmetros do Run and Gun em relação ao valor neutro de 1.00:

ParâmetroRun and GunNa partida
Ritmo×0.75As posses mais curtas do jogo: contra uma defesa neutra, cerca de 12,5% mais curtas que as de um time equilibrado.
Bolas de três×1.15Mais bolas de três...
Arremessos no garrafão×1.15...e mais finalizações perto do aro: ataca as duas zonas de arremesso mais rentáveis.
Pick and roll×0.90Menos jogo de ataque posicionado.
Contra-ataque×1.50Cerca de 22,5% das posses saem em transição, o número mais alto de todos.
Circulação de bola×0.90O mínimo de passes para fora e assistências: arremessa-se cedo, e arremessa quem está com a bola.
Risco de perda de bola×1.20O mais alto do jogo.
Rebote ofensivo×0.90Menos segundas chances: os jogadores já estão voltando.

Como um contra-ataque é simulado

Antes de cada posse o motor decide se ela vai começar em transição. A chance base é de 15%, multiplicada pela tendência de contra-ataque de quem ataca; isso depende só da tática ofensiva, então a defesa não consegue reduzir quantas vezes você corre. As posses que recomeçam depois de um rebote ofensivo ou de uma falta sem arremesso são sempre jogadas no ataque posicionado.

No contra-ataque a bola vai para o jogador com a melhor combinação de Ataque em transição e Velocidade. Depois, quem arremessa é escolhido entre os cinco por Ataque em transição, Velocidade, Bandeja e Arremesso de três, e decide entre finalizar perto do aro (por Ataque em transição, Bandeja e Enterrada) ou chutar de três. O Run and Gun empurra igualmente as duas opções, então o resultado segue os pontos fortes de quem arremessa.

Um arremesso em transição tem até 12 pontos percentuais a mais de chance de cair, porque a defesa não está arrumada. O bônus diminui com a Defesa em transição do marcador: contra um 70 cai mais ou menos pela metade, contra um 100 quase some. O Run and Gun rende mais contra times que voltam mal.

O ritmo: mais posses para o time melhor

A duração da posse é a média entre o ritmo ofensivo de quem ataca e o defensivo de quem defende. O ×0.75 do Run and Gun, somado aos muitos contra-ataques, produz mais posses por jogo do que qualquer outro ataque. Mais posses reduzem o peso do acaso, então o time melhor vence com mais regularidade: o Run and Gun é uma arma para o favorito e um risco para o azarão. Ele não cansa mais os jogadores, porque o cansaço depende dos minutos em quadra, mas um jogo rápido traz mais contato e mais faltas.

O preço: as perdas de bola

Cada posse começa com o duelo entre Proteção da bola (45%), Tomada de decisão (35%) e QI de basquete (20%) de quem conduz e Defesa de perímetro e Roubo de bola do marcador. O Run and Gun multiplica a pressão por 1.20, e a tática defensiva multiplica de novo: contra uma Full-Court Press (×1.35) a pressão total fica em cerca de 1,6 vez a de um confronto neutro. Uma perda de bola apaga a posse inteira, e o time que emenda roubos ainda ganha embalo, o que complica as posses seguintes.

Os jogadores ideais e as habilidades para procurar

Os nomes das habilidades são os que aparecem nas cartas.

PosiçãoHabilidades-chavePor quê
ArmadorVelocidade, Ataque em transição, Proteção da bola, Tomada de decisãoComanda o contra-ataque e encara o duelo das perdas de bola com o maior risco do jogo.
Ala-armadorVelocidade, Ataque em transição, Arremesso de três, BandejaOcupa um corredor e finaliza no aro ou de fora.
AlaAtaque em transição, Velocidade, Bandeja, Enterrada, AceleraçãoO finalizador de contra-ataque por excelência.
Ala-pivôVelocidade, Enterrada, Arremesso de perto, Rebote defensivoCorre a quadra e garante o rebote que começa a jogada.
PivôRebote defensivo, Bloqueio de rebote, Enterrada, VelocidadeCada rebote defensivo é um contra-ataque em potencial.

Duas coisas para conferir no elenco. A Proteção da bola de quem conduz, porque nada estraga o Run and Gun mais rápido do que um armador que perde bolas. E a Defesa em transição do quinteto todo: um jogo mais rápido também dá mais posses ao adversário, e os arremessos em transição dele ganham o mesmo bônus contra quem não volta.

Contra quais defesas ele rende

Segundo a tabela completa de confrontos, com times equilibrados:

Contra um time que pressiona, naquela partida passe para um sistema que proteja a bola, como o Princeton ou o Triangle. Contra uma defesa que fecha o aro, a melhor resposta é um sistema de bola de três como o 5-Out.

Qual defesa combinar

Os erros mais comuns

Perguntas frequentes

O que é o run and gun no basquete?

É um estilo que coloca a transição acima de tudo: o time sobe a bola depois de cada rebote, cada roubo e muitas vezes até depois de sofrer cesta, e arremessa nos primeiros segundos, antes de a defesa se arrumar. O objetivo é criar o máximo possível de contra-ataques fáceis e de posses.

Quais times jogaram run and gun?

O Los Angeles Lakers do "Showtime", nos anos 80, é o time de contra-ataque mais famoso da história. A Loyola Marymount de Paul Westhead levou a ideia ao extremo em 1989-90, com média de 122,4 pontos por jogo, até hoje recorde da Divisão I da NCAA.

Quantos contra-ataques o Run and Gun cria no Swish & Dunk?

Cerca de 22,5% das posses saem em transição, contra cerca de 15% de um time equilibrado. A tendência de contra-ataque dele (×1.50) é a mais alta do jogo, e o ritmo em ×0.75 faz dele o sistema mais rápido.

Por que o Run and Gun perde tantas bolas?

Porque decidir rápido e em velocidade é mais arriscado. No Swish & Dunk o risco de perda de bola dele é ×1.20, o mais alto entre todos os ataques, e se soma à pressão da defesa: por isso Full-Court Press e Half-Court Trap são adversários perigosos.

Qual defesa complica a vida do Run and Gun?

A Drop Coverage e a Pack Line, que fecham o aro onde termina a maioria dos arremessos dele, e a Full-Court Press e a Half-Court Trap, que castigam as perdas de bola. Já a Switch-Everything e a Match-Up Zone são os adversários mais confortáveis.

O Run and Gun é um dos oito sistemas ofensivos do jogo: no guia completo de táticas você encontra a comparação com todos os outros e com as oito defesas. Para ver como o ritmo mudou na NBA de verdade, leia nossa análise de 30 temporadas da NBA.

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